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videoarte

Flávio Rodrigues (Portugal)

Ausblenden , 2021

vídeo, cor, sem som, 3840 × 2160, 00:27

Performer: Flávio Rodrigues

Um video criado em residência artística na Lake Studios (Berlim)
Com o apoio do ministério da cultura / república portuguesa.

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Sinopse: 

"Ausblenden" é um curto vídeo criado a propósito do projeto processual "Laivos | Ante improvisos e ressonâncias", desenvolvido durante uma residência artística no Lake Studios (Berlim), no ano de 2021. Este vídeo consiste na ação simples de dar um passo atrás para desaparecer do primeiro plano, onde se encontra uma árvore, ficando o corpo oculto num segundo plano, talvez. O desaparecimento do meu próprio corpo, enquanto artista, tem sido uma questão presente nos últimos anos, motivado principalmente por dois fatores: em primeiro lugar, meu afastamento de projetos no campo da dança e da espetacularidade, do palco a partir de 2017; e, em segundo lugar, o surgimento e início de uma série de criações onde o corpo se torna construtor de objetos ou dispositivos que permanecem após concluídos. O corpo sai de cena, e o objeto, de maneira retórica, torna-se expositivo. Para este vídeo específico, também me interessei em entender o corpo diluído na vegetação. Na natureza, a contemplação não é possível; somos e estamos, como parte bruta, mesclada, fundida e engolida.

Breve currículo: 

O meu nome é Flávio Rodrigues. Nasci em 1984, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia). Sou artista e, desde 2006, desenvolvo uma obra situada na interseção entre o desenho, o gesto, a performance arte, a instalação e a escultura, concebendo estes meios como territórios férteis de ação e pensamento.

As minhas propostas são maioritariamente de natureza minimalista, analógica e cerimonial. Recorrendo com frequência à caminhada como gesto fundacional, os processos que aciono conduzem ao encontro de texturas, objetos, sonoridades e outras paisagens possíveis, que se vão revelando de forma processual e experimental.

Iniciei o meu percurso artístico em 1992, com a professora e artista Maria Alexandrina Alves da Costa, em Vila Nova de Gaia, através da dança e do desenho. Em 2003, inicío a formação no Balleteatro Escola Profissional, onde mais tarde torno-me artista associado. Nesta instituição, oriento laboratórios de criação, performance e ação no espaço público, e colaboro como co-curador dos programas Corpo + Cidade e Extemporânea.

Desde o meu primeiro projeto autoral, em 2006, tenho apresentado criações em diversos contextos e colaborações, incluindo o Festival da Fábrica / Teatro Helena Sá Costa (Porto), Galeria Appleton (Lisboa), Mandala Festival (Wrocław, Polónia), Acción Spring(t) (Madrid, Espanha), Sofia Underground Festival / Toplo Centrala (Sofia, Bulgária), FIDANC/CDCE (Évora), Starptelpa/Kino Bize (Riga, Letônia), Arte Total (Braga) e Lake Studios (Berlim, Alemanha).

Participei nas residências artísticas "Reclamar Tempo – primeira edição", nos Estúdios Campus PCS (Porto/PT); "Projeto Tijolo", pelas Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo/PT); Museu Bordalo Pinheiro (Lisboa/PT); Les Repérages (Lille, Rio de Janeiro / FR e BR); e ADA – Artistic Dynamic Association (Viena/Áustria).

Paralelamente ao desenvolvimento dos meus próprios projetos artísticos, tenho colaborado de forma regular como figurinista, cenógrafo, performer (entre 2006 e 2016) e designer sonoro. Estas colaborações têm sido desenvolvidas com diversos criadores e companhias nos campos da dança, teatro, cinema, circo e performance-arte.

Em 2022, elaborei uma conferência sobre o meu percurso e processo criativo no Cinema Passos Manuel, sob organização da Faculdade de Filosofia da Universidade do Porto, em parceria com o Balleteatro, culminando na criação de três desenhos autobiográficos, publicados no livro Performances no Contemporâneo, de Né Barros e Eugénia Vilela.

Em 2024, fui artista representado pela Bienal de Cerveira.