videoarte
Maria Vitória do Valle (Brasil)
Agora Mesmo, 2026
vídeo, cor, sem som, 1920 × 1080, 02:37
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Sinopse:
“Agora Mesmo” é um vídeo-ensaio sobre presença em um tempo de distração.
Em meio a um cenário que transforma tudo em imagem e superfície, a obra propõe uma pausa: olhar novamente para aquilo que insiste em existir apesar do ruído.
Através de imagens cotidianas e de uma narração que tensiona a ideia de apagamento da beleza, o trabalho afirma que o mundo não está nas vitrines, mas nas pessoas.
A beleza, aqui, não é espetáculo - é presença e encontro.
Breve Currículo:
Designer gráfica e artista visual, Maria Vitória do Valle desenvolve uma prática que atravessa o design e as artes visuais, campos nos quais construiu base teórica consistente e experiência sensível. A vivência em ateliês de arte e em espaços de experimentação contínua aprofundou sua relação com a matéria, o gesto e a imagem como território de investigação.
Sua trajetória se expande pelas artes performativas - teatro e performance - incorporando o corpo como linguagem e campo de presença. No audiovisual, amplia sua pesquisa ao explorar imagem e tempo como dispositivos de experiência e construção narrativa.
Seu trabalho transita entre o gesto íntimo e a criação coletiva: entre o espaço de escuta e elaboração individual, onde a forma emerge como investigação pessoal, e a potência do encontro, em que o outro atravessa e transforma o processo. Essa tensão sustenta e orienta sua prática artística.
Cada trabalho nasce da tentativa de traduzir a própria maneira de estar e perceber o mundo. A experiência estrutura a imagem; a percepção orienta e tensiona a linguagem. Entre design e artes, constrói narrativas que investigam presença, memória e deslocamento como modos de compreender e intervir na realidade.
Maria Vitória entende a arte como território de diálogo e também de posicionamento. Reconhece que toda forma carrega uma visão de mundo e que criar é inscrever sensibilidades no espaço comum. Sua prática é uma investigação contínua sobre como a imagem pode produzir sentido, tensionar estruturas e abrir possibilidades de encontro - uma tradução poética entre mundo e forma e, sobretudo, uma afirmação de presença.