Pretitude, 2018
Vídeo | 15'15"
Video-performance realizada no MHN - Museu Histórico Nacional. O MHN propõe-se a contar a história do Brasil, mas a presença dos negros ou dos índios não há ou é metafórica. No caso dos índios não há uma única imagem ou retrato de caciques ou guerreiros, eles são representados por suas armas e ornamentos, ou em gravuras antigas. O caso dos negros é tão grave quanto, pois o Brasil foi o país mais violento na exploração da escravidão. Há apenas uma imagem nominando um negro, o engenheiro, advogado, deputado e abolicionista André Rebouças, todas as outras representações de negros ou índios são alegorias que visam a manter o ponto de vista dos brancos. O museu é, de fato, uma história dos vencedores e exploradores da mão-de-obra escrava. "Pretitude" é uma obra que busca apresentar uma reflexão sobre a história do país e o papel do próprio museu como aparelho ideológico do estado. Na obra quatro performers negros - Anna Moreira, Gabriel Ricardo, Gaia Laforde e nelson Almeida - percorrerem os ambientes da exposição, desde a sala da pré-história, até a sala que marca o fim da monarquia e a abolição da escravatura, ora como visitantes, ora como fantasmas. A obra encerra com os performers ao lado da imagem de André Rebouças.