Conteúdo

Noções da história da imagem técnica, bem como noções de técnicas da imagem; corte e montagem como fundamentos; o que não se vê e o direito de ser olhado; discutir novas formas contemporâneas de pensar e produzir fotografias, paradas e em movimento.

Aula 1. A rota da câmera

A palavra imagem: a magia no império Medo (os atuais curdos). Um invento chinês: Mozi.

A formulação grega: Aristóteles.

A passagem pelos árabes: século 10 – Alhaken de Basora.

A Itália de 1500: da camara obscura aos sais de prata.

O acaso e o roubo: Nièpce e Daguerre.

A palavra fotografia: uma titularidade no Brasil - Hercule Florence.

A formação da imagem como formação da memória.

Aula 2. Ver: modos de olhar: o fim do instante.

Uma impossibilidade nos termos: tempo versus espaço.

O acaso em Blow-up e Wim Wenders.

Corte e montagem: a invenção de mundos.

Enquadramento: os pontos de atenção; a diagonal; o balanço do navio.

A entrada na cena - Noite e neblina.

O fora do quadro ou campo cego – o que se mostra revela o que se esconde.

Enfim, um retrato – amar uma imagem.


Aula 3. O corpo nu.

O acaso em Araki e Moriyama.

O corpo nu e as relações perigosas: outros cortes.

Uma invenção para a luz do hemisfério norte ou o direito ao erro.

O direito de olhar versus o direito de ser visto. A imagem e a palavra.

Tudo é fotografia. O testemunho impossível: a fotografia não registra nada.

Aula 4. A imagem inexistente.

A interferência da Igreja Católica e o ponto de vista oriental.

O celular e a reinvenção da fotografia: contra a luz e contraluz, reflexos e reflexões.

Convocações: o acorde diabólico e a visão de través.

As apropriações: a quem pertence a imagem.

América Latina: mulheres que fotografam na terra dos machos.

Aula 5. O plano mais difícil.

A fotografia parada se move: o caso W.

Orientar-se: o plano sequência de Ozu a Analu, passando por Kiarostami.

As mulheres despem a imagem: parte 1.

Bisi Silva e Claudia Andujar.

A pedagogia da representação do outro.

As mulheres despem a imagem: parte 2. Keyezua, Monica de Miranda, Hito Steyerl, Ariella Azoulay.

O gênero da dádiva. Transfotografia, é possível?

Autores utilizados: Jean-A. Keim e André Rouillé; Freud, Paul Ricoeur e Jacques Derrida; Proust e Bergson; André Leroi-Gourhan, Georges Bataille e Jacques Lacan; Primo Levi e Georges Didi-Huberman; Vilém Flusser e Paul Virilio, Bisi Silva, Hito Steyerl e Ariella Azoulay.

 

Dinâmica

As aulas serão realizadas pelo aplicativo zoom (www.zoom.us), ao vivo, com duração de 2h. Serão 8 aulas, uma aula por semana, todas às segunda-feiras a partir do dia 21/04 até  19/05 de 2021.  Nas aulas serão apresentadas, para comentário e análise, imagens de vasto acervo de imagens especialmente reunidas para o curso.

 

Data:
21 de abril a 19 de maio de 2021
todas às quartas-feiras)

Horários:
19:00–21:00 (horário de Brasília)

Valor integral:  R$730,00 

Valor Estudante: R$365,00

Observação: As aulas são ao vivo, entretanto você poderá inscrever-se até o dia 19 de maio, pois as aulas serão gravadas e disponibilizadas para os alunos por três meses.

Carga horária: 10h
5 aulas (2h /aula)

Plataforma: 
Zoom (ao vivo)

A aula ficará disponível para o aluno/aluna por 3 meses. 

No período co curso, será realizado o lançamento do Livro "Carnaval de rua, o caos organizado" de Xico Chaves - exclusivo para os alunos e alunas do curso, que receberão o livro gratuitamente.

 

Currículo de Wilton Montenegro 

Artista e fotógrafo. Nascido em Manaus em 1947, reside no Rio de Janeiro desde 1960. Começou profissionalmente em fotografia, nos anos 70, fazendo capas de disco, entre as quais se destacam as de Clara Nunes, Bezerra da Silva e Gonzaguinha. A partir dos anos 80, fez, também, fotos de obras de arte contemporânea brasileira, publicados em centenas de livros. Em 2006, foi montada uma grande retrospectiva de sua obra em arte, Notas do Observatório, que ocupou todo o prédio da Oi Futuro – Flamengo, no Rio de Janeiro. Há tempos produz ensaios fotográficos sobre as coreografias da Companhia Rubens Barbot e de Elísio Pitta. Eventualmente participa de exposições coletivas. Aqui, expõe pela primeira vez a maior parte do seu projeto pessoal de pesquisa.